Pesquisar é preciso

Livros são só o começo

Uma das coisas mais interessantes em escrever ficção é o fato de não precisar se prender à realidade. Mas (acreditem, em tudo há um “mas”) a exceção à regra ocorre quando resolve escrever algo ficcional situado em um tempo ou local histórico real.

Aí você encontra duas soluções: ou aperta aquele famoso botão vermelho e sai escrevendo sem o menor compromisso do que aconteceu (isso costuma desembocar na famosa “distopia”) ou parte para a pesquisa daquela realidade.

Quando escrevi O Maior Show do Mundo passei por uma situação assim. Queria dar aos leitores o maior número de semelhanças com a sua realidade. Confesso, não tive muitos problemas quanto aos bastidores da televisão, não é segredo que sou egresso dela. Mas não moro no Rio de Janeiro. Estive na cidade três vezes, e há muito tempo. Se me perder na Barra da Tijuca, por exemplo, não saberei chegar na Praia do Pepê sem pedir ajuda de alguém, usar alguma maravilha tecnológica ou quem sabe um mapa trivial. E olha que uma fica ao lado da outra.

Foram bons dias estudando a geografia da cidade, costumes, tempos de deslocamento e distâncias, etc. No final, creio que um carioca da gema reconheça as citações locais.

Atualmente, estou na fase de revisão de uma nova obra, iniciada pouco depois da finalização de O Maior Show do Mundo. Só que houve um fator de complicação extra: a trama se passa na península ibérica, no século XVII. Tudo bem, conheço alguns portugueses e espanhóis, mas nenhum deles estava vivo naquele período.

Foram horas, dias, semanas, e porque não dizer meses antes daquele universo tomar forma. Desde pesquisas no Google (sempre é um bom primeiro passo) até me embrenhar em textos da época e conseguir dicas preciosas com colegas d’além mar, como a autora portuguesa Filipa Pinto, que pinçou informações sobre a região específica e enviou para este lado do Atlântico.

Juntando tudo, deparei-me com um período completamente insano e singular na história de Portugal e Espanha, descobri personagens reais dignos da ficção (e que sim, darão as caras em alguns acontecimentos do livro) e um mundo completamente encantador distante das grandes cidades da época.

Poderia ter pego a ideia original e trabalhado com afinco para contar a história que queria. Mas certamente, o leitor não teria a experiência que terá ao ler esse novo trabalho. Faltaria aquela palavra feia porém importante para quem escreve, mesmo que seja a história mais fictícia do universo: verossimilhança.

O segredo, minha gente, é pesquisa. Dá trabalho. Mas dá resultado.

Grande abraço,

A. R. Miranda

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Ariane

ArianeEla é a combinação explosiva das mais inconsequentes participantes de reality shows de confinamento em todo o planeta. Jovem, bonita, extrovertida e louca, Ariane foi escolhida pela produção por seu comportamento, digamos, nada tímido quando o assunto é sexo.

Age como uma predadora de homens na casa, despertando reações variadas e perigosas. Aos dezenove anos, é uma bomba prestes a estourar. No fundo, o que Ariane deseja é um pouco de carinho e atenção.

Valtinho

ValtinhoO protagonista da história não foi inspirado em um, mas em muitos diretores de programas da TV brasileira nos últimos sessenta anos. Valter Pedroso Júnior, ou simplesmente Valtinho, encantado com o sucesso rápido, comporta-se boa parte do tempo como uma criança mimada e sem freios, com uma boa dose de poder e dinheiro nas mãos. Não se fixa em relacionamentos. As demais pessoas servem apenas para satisfazer suas vontades. Vive no luxo e tem tudo do bom e do melhor. Valtinho pode tudo. Até um choque de realidade o confrontar e obrigar uma reavaliação de suas prioridades.

Hercília

HercíliaJunte uma top model, uma garota ambiciosa ao extremo, uma ruiva fatal, uma vilã de novela mexicana e sobretudo uma pessoa disposta a tudo. Adicione duas gotas de veneno e teremos Hercília: cruel, escandalosa e sem limites. Um problema ambulante para o protagonista, responsável por momentos de humor involuntário na trama.

Criada para substituir Erica, a ruiva sedutora conquista com desenvoltura a antipatia dos demais personagens e do leitor. Como uma boa vilã deve ser, não mede consequências para atingir suas intenções, nem mesmo envolver o próprio filho.

O desfecho da história lhe reserva algumas alternativas interessantes, dependendo de seu juízo. Ou da falta dele.

Erica

EricaHá personagens criados para desempenhar um determinado papel em uma história e num certo momento ganham vida e novos rumos.

A personagem Erica foi um destes casos. Concebida para fazer apenas uma figuração na abertura da trama, ilustrando o estilo irresponsável de Valtinho, foi requisitada no processo de criação para dar mais dinamismo a um trecho específico. O fato é que a “loira nua sem nome” virou Erica e entrou de cabeça na história.

Mas a “garotinha do Méier” não estava pronta: nesta versão, seria apenas uma pedra no sapato do protagonista.

Mas o comportamento não condizia com o que Erica já mostrava de sua índole. Assim nasceu Hercília, que não só cumpriu a função como se tornou mais ardilosa, além de um alívio cômico quando necessário.

Erica tornou-se cada vez mais importante na trama, extrapolando o papel de coadjuvante e ofuscando o protagonista, a ponto de seus atos decidirem cenas cruciais do roteiro. A loira ainda protagonizou a melhor cena cômica do texto, mostrando sua versatilidade e ainda ganhando uma surpresa no final da história.

Nada desprezível para quem nasceu apenas para ser uma “loira nua não identificada”.

CCXP 2017

Estivemos na CCXP 17 (quarta edição da Comic Con Experience, em São Paulo), a segunda maior feira do gênero em todo o mundo. Aproveitamos para trocar experiências, conhecer leitores e divulgar O Maior Show do Mundo e futuros planos para um público ávido por novidades.

Em 2018, vamos marcar presença nos eventos literários e de cultura pop em todo o país. Aguardem!

Um evento fantástico!

Arte, combates entre antigos guerreiros, música medieval e muita magia. São Paulo foi palco da Fantastic Fair 2017, um evento reunindo elementos e produtos da literatura fantástica, cinema, música, séries e jogos, o evento realizado reuniu um público apaixonado por cultura e entretenimento.

Centenas de pessoas passaram pelo salão da Osaka Naniwa Kai, na Vila Mariana. O autor A. R. Miranda e equipe estiveram por lá, conhecendo os expositores, trocando experiências e aproveitando para divulgar O MAIOR SHOW DO MUNDO. O grupo Ordo Draconis Belli recriou batalhas típicas dos séculos VIII a XVI, num espetáculo de muita ação e principalmente muita pesquisa, baseada na literatura, pintura e registros arqueológicos de época.

Outro ponto alto foi a apresentação do duo musical Olam Ein Sof (O Mundo dos Infinitos), formado por Marcelo Miranda e Fernanda Ferretti, com seu repertório baseado em música antiga e mitologias variadas.

Houve um concurso de cosplays onde o pessoal da Aliança Pirata brilhou, apesar da disputa acirrada com as três princesas Disney que surgiram por lá.

Entre os estandes de produtos variados, um destaque especial foi o trabalho da Lucky You Fashions, criando artigos exclusivos e originais baseados no universo da franquia Harry Potter, que também foi representada com todos os elementos pela equipe da Magic Potter, que também foi colaborou com a ambientação desta edição da Fantastic Fair. O evento é uma realização do Calendário Geek, dirigido por Luciano Marzocca.